José Manuel Pureza encerrou a XI Convenção Regional do Bloco de Esquerda Madeira com um discurso centrado na crítica ao modelo económico regional, que considerou assente no turismo, em salários baixos e no aumento do custo da habitação. O coordenador nacional do BE afirmou que a Madeira está a ser empobrecida por uma elite económica e política, defendendo uma resposta mais forte do partido nas ruas, nos locais de trabalho e nas instituições. Considerou que a crise da habitação e o aumento do custo de vida resultam de opções políticas deliberadas, apontando os benefícios fiscais, a falta de regulação do alojamento local e a concentração de riqueza como fatores que agravam as dificuldades das famílias

Entendemos também que não faz qualquer sentido que seja a Região a assumir os custos desta operação e, nesse sentido, e em articulação com a bancada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República e com o compromisso já assumido pela Mariana Mortágua, iremos propor, para o próximo Orçamento de Estado, a inclusão de um helicóptero de combate a incêndios na Região Autónoma da Madeira, totalmente financiado pela República.

O Bloco entregou um projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional a imediata suspensão da construção do teleférico do Curral das Freiras.

Apesar de o eleitorado não ter dado a maioria absoluta ao PSD/CDS, a proposta de distribuição de deputados pelas comissões garante-lhes essa maioria. Deputado do Bloco votou contra.

O Bloco diz que “a Madeira não precisa de Bitcoin” e que “os negócios de ativos cripto estão a ser investigados internacionalmente por fraude e auxílio ao crime económico e têm deixado um rasto de lesados em todo o mundo”.

Habitação, ambiente, serviços públicos, transparência e igualdade de género são as cinco áreas destacadas pelo Bloco na abertura da nova legislatura da Região. O partido promete ser “oposição combativa e coerente ao governo da maioria PSD/CDS/PAN.

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Diogo Teixeira

São Vicente e os riscos de uma governação em rutura

A decisão do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, eleito pelo Chega, de retirar os pelouros aos vereadores do mesmo partido expõe uma crise política grave no executivo municipal e levanta sérias preocupações quanto à estabilidade da governação local.

Roberto Almada

Quando a Casa deixa de ser Abrigo

O dia 8 de março, em que se assinala o Dia Internacional da Mulher, é muitas vezes utilizado, e bem, para recordar as situações de desigualdade que ainda persistem em pleno século XXI, não só na Madeira, mas um pouco por todo o mundo. É também um momento em que olhamos com maior atenção para o drama da violência doméstica, que continua a atingir tantas famílias na nossa Região e no país, tendo quase sempre como principais vítimas as mulheres e as crianças.

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