“Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude.”
Tancredi Falconeri, em Il Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa
A ilusão da renovação global
Vivemos um tempo de sobressalto permanente. Guerras que se prolongam, tensões geopolíticas que escalam e crises económicas cíclicas criam uma sensação de mudança constante. No entanto, por trás do ruído das novas tecnologias e das narrativas emergentes, habita uma inquietante familiaridade: estruturas de poder que se mantêm e decisões que seguem lógicas antigas. É o paradoxo do século XXI: mudar tudo para que tudo fique na mesma.