Algumas centenas de pessoas participaram na manifestação do 25 de Abril que se realizou, neste dia da Liberdade, no Funchal. O Bloco de Esquerda Madeira participou neste momento de celebração e de Luta contra todas as ameaças às portas que Abril abriu.

O cabeça-de-lista do Bloco às eleições regionais da Madeira, Roberto Almada, defendeu hoje que o partido "faz falta" ao parlamento para que exista uma "verdadeira oposição de esquerda", manifestando-se "contra qualquer intentona de levar a extrema-direita" para o Governo regional.

Na Feira do Santo da Serra, Catarina Martins falou do aumento dos preços e dos salários “mais baixos” na região autónoma. Na habitação fazem-se “casas para os magnatas ricos que venham de outros países” mas “quem cá trabalha” não consegue ter casa. Razões de sobra para fazer voltar a voz do Bloco ao parlamento regional.

O Bloco apresenta-se às eleições da Madeira deste ano criticando o governo regional por não tomar as medidas necessárias para proteger” as populações da crise e por normalizar “a extrema-direita racista, xenófoba e homofóbica”.

No âmbito das Comemorações do 49.° aniversário do 25 de Abril, o Bloco de Esquerda Madeira promoveu hoje um debate com a presença de Luís Fazenda, co-fundador e ex-deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, e com Henrique Sampaio, jornalista do jornal Comércio do Funchal, já extinto, e um dos co-organizadores da manifestação do 1.° de Maio de 1974.

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Sofia Souto

Sou jovem e trabalhador(a), e agora?

A habitação, por sua vez, transformou‑se num luxo. As rendas incomportáveis e os créditos inacessíveis empurram muitos jovens para a casa dos pais ou para soluções temporárias que implicam adiar projetos de vida.

Roberto Almada

Defender a Autonomia, proteger a Constituição

A verdade é simples: não é a Constituição que impede o aprofundamento da Autonomia. A Constituição permite avançar mais. Permite reforçar competências, permite rever a Lei das Finanças Regionais, permite garantir os recursos que fazem falta ao desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo. O que falta não é lei. O que falta é vontade política em Lisboa.

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