No momento em que a Madeira ardia, Miguel Albuquerque e Pedro Ramos, teriam que interromper as suas férias e ficar na Ilha para acompanhar, junto das pessoas, o combate ao fogo. O regresso de Albuquerque ao Porto Santo é um comportamento irresponsável que deveria merecer a devida censura política.
"Politicamente falando, considero que o comportamento dos Governantes Regionais responsáveis pela nossa proteção foi trágico. Foram insensíveis, mostrando incompetência e até falta de humanidade."
Somos vítimas de um sistema de ensino desadequado e nivelado por baixo, que não prepara os estudantes para o mundo laboral e empurra-os para a sociedade onde impera um capitalismo selvagem.
O PSD-M anda a convocar as forças terrenas e celestes - aparentemente, neste jardim plantado no Atlântico, até Deus está cansado da democracia (só pode ser ironia divina!) - para chantagear os partidos da oposição e atemorizar o povo.
Qual a novidade de tudo isto? Apenas uma: o PSD-M perdeu a mão.
No Bloco os madeirenses terão uma voz contra os atentados ambientais e paisagísticos, que por cá se praticam, e contra os interesses dos tubarões da construção e hotelaria, que do nosso suor se alimentam.
A Madeira está a viver um momento muito difícil. Bem sabemos que a propaganda do Governo repete os sucessos da economia. Mas quem aqui vive não sente nenhum sucesso. Os salários não chegam ao fim do mês, os serviços públicos - como a Saúde - estão degradados, arranjar uma casa que se possa pagar só por milagre. Que sucesso é este de que fala Miguel Albuquerque?