O SESARAM tem sido palco de um espetáculo deprimente, de disputa de tachos, oferecido à população pelo novo Governo Regional, que afinal e apesar da entrada do CDS não tem nada de novo.

O PSD enganou bem os madeirenses com a questão do ferry, prometeu trazer de volta a ligação marítima de passageiros, lançou concursos internacionais, mas tudo não passou de uma encenação para no fim ficar tudo na mesma: deixar a Madeira refém do monopólio do grupo que controla o transporte de mercadorias e os portos ( os mais caros da Europa e sem pagar contrapartidas).

O Governo propõe-se comprar o que deu antes de mão beijada (a gestão do CINM) e que permitiu ao grupo Pestana arrecadar mais de 50 milhões ao longo dos anos sem ter investido nada que justifique tamanhos lucros. É de um privilégio que se trata.

O governo Regional que repudia a nova taxa da TAP, mas não repudia o quadro legal que dá à TAP total liberdade para criar taxas, subir os preços e abusar dos madeirenses - a liberalização das ligações aéreas.

O orçamento do Município do Funchal foi chumbado por uma extravagante coligação negativa que juntou aos votos do PSD e do CDS, os representantes únicos do JPP, do PCP e do PTP.

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