O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Funchal acusa o orçamento para 2023 de não passar de um plano de intenções que não corrige as desigualdades e assimetrias existentes na nossa cidade e que não dá resposta aos funchalenses

Desprezarmos os sinais de subordinação é sermos cúmplices da impunidade. Normalizar o apalpão, o assédio sexual, a palavra alta, a foto íntima partilhada ou o ciúme, é compactuar com uma sociedade em que as mulheres não são donas do seu próprio corpo e das suas próprias vidas, como se fossem sempre propriedade de alguém.

Em 2013, o Funchal respirou uma lufada de ar fresco democrático. O Bloco de Esquerda orgulha-se de ter construído conjuntamente esse caminho, integrado numa Coligação de partidos que quis preservar e celebrar o 25 de Abril.

Sintomático que volvidos oito anos, e após o regresso ao poder do PSD, a Câmara do Funchal feche as portas à LIBERDADE.

Em 2019, uma auditoria do Tribunal de Contas, ao período compreendido entre 2013 e 2015, detectou a prescrição de diversos processos da execução fiscal que lesaram os cofres do Estado em 3,9 milhões de euros. Ficámos a saber que tal se deveu a uma série de falhas ou incúria nos procedimentos, bem como que a dívida para com a Segurança Social atingia, no final de 2015, os 266 milhões de euros. 

O domínio do PSD-M é quase absoluto; tem o PRR para distribuir pelos mesmos de sempre; a economia e os investimentos estão nas mãos de 4 ou 5 grupos económicos que cresceram na sombra do Governo regional e do erário público.

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