BE Madeira defende intervenção pública para travar crise social
Em declarações proferidas durante uma iniciativa pública, Dina Letra apontou para o crescimento das desigualdades sociais, sublinhando que o aumento dos custos com bens essenciais, como alimentação, combustíveis e habitação, está a exercer uma pressão cada vez maior sobre a população. Segundo a dirigente bloquista, esta realidade contrasta com os lucros elevados registados por grandes grupos económicos.
A responsável destacou ainda que a inflação na Madeira continua acima da média nacional, dificultando o acesso a produtos básicos e empurrando não apenas as famílias mais vulneráveis, mas também a classe média, para situações de maior fragilidade económica. Na sua perspetiva, a insularidade tem sido usada como justificação para a escalada de preços, sem que existam respostas eficazes por parte do Governo Regional.
Dina Letra considerou que o atual contexto evidencia um desequilíbrio injusto, em que a população é chamada a suportar sacrifícios enquanto setores como a banca, a energia e a grande distribuição continuam a apresentar resultados expressivos. Acrescentou que estes lucros resultam, em muitos casos, de práticas especulativas associadas ao aumento do custo de vida.
Perante este cenário, a coordenadora regional do BE defendeu a adoção de medidas urgentes para apoiar as famílias, como o controlo de preços em bens essenciais, a limitação das margens de lucro nesses produtos, a tributação de lucros extraordinários de grandes empresas e a valorização dos salários, incluindo a atualização do salário mínimo regional.
No que diz respeito à habitação, Dina Letra sublinhou a necessidade de implementar mecanismos de regulação que travem a subida das rendas e combatam a especulação imobiliária, identificando este como um dos principais fatores que agravam as dificuldades das famílias.
A dirigente concluiu defendendo uma maior intervenção pública na economia, colocando as necessidades da população acima dos interesses económicos, e reafirmou o compromisso do partido em continuar a denunciar situações de pobreza e desigualdade na região.