BE Madeira no Dia do Trabalhador contra retrocessos laborais

O Bloco de Esquerda - Madeira participou na manifestação do Dia do Trabalhador, promovida pela União dos Sindicatos da Madeira, afeta à CGTP-IN, numa iniciativa que juntou centenas de trabalhadores nas ruas do Funchal.

Durante a manifestação, marcada por palavras de ordem como “Trabalho e salário sim, precariedade e exploração não”, os bloquistas associaram-se às reivindicações laborais, reforçando a necessidade de defender direitos e combater a precariedade.

Em paralelo com esta participação, o partido divulgou um comunicado, assinado pela coordenadora regional Dina Letra, no qual sublinha o significado histórico do 1.º de Maio de 1974 na Madeira, realizado poucos dias após a Revolução dos Cravos. O texto recorda este momento como “a primeira grande explosão de democracia nas ruas”, responsável por conquistas estruturais como o Estado Social, o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a Segurança Social e os direitos laborais fundamentais.

Assinalando os 52 anos da revolução, o Bloco de Esquerda defende que a data deve ser um momento de mobilização perante os desafios atuais. O partido alerta para o aumento do custo de vida e para a persistência de baixos salários, que afetam uma parte significativa dos trabalhadores, tanto em Portugal como na Região Autónoma da Madeira.

Entre as principais preocupações está o projeto de novo “pacote laboral”, que o partido considera representar “um ataque radical aos direitos conquistados”. Segundo o comunicado, estas propostas poderão agravar a precariedade, sobretudo entre os jovens, contribuindo para a emigração e para o adiamento de projetos de vida.

O Bloco denuncia ainda a desvalorização salarial, o enfraquecimento da contratação coletiva e um alegado ataque à organização sindical, alertando para tentativas de isolamento dos trabalhadores e de fragilização do papel dos sindicatos.

Perante este cenário, e no contexto da manifestação, o Bloco de Esquerda – Madeira reforça o apelo à unidade dos trabalhadores, defendendo que “a união é o único escudo” contra a perda de direitos. O partido termina saudando todos os trabalhadores em luta e reafirmando que “pelo direito a viver com dignidade, a luta continua”.