Sou jovem e trabalhador(a), e agora?
Atualmente, ser jovem é viver um paradoxo: diz-se que os jovens são o futuro e a esperança do país, mas também se diz que, para os jovens alcançarem uma vida melhor, precisam de emigrar. Trabalham mais, estudam mais, têm mais qualificações — e, ainda assim, o vínculo laboral estável tornou-se pouco acessível, e o trabalho promissor escasseia.
A realidade laboral de muitos jovens, hoje em dia, é caracterizada por inúmeros contratos de curta duração, e por salários que não acompanham o custo de vida. Inevitavelmente, esta realidade gera uma sensação de permanente incerteza.
O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal soa como uma utopia: aos profissionais no início de carreira exige‑se disponibilidade total, flexibilidade ilimitada e produtividade constante, enquanto a vida familiar e pessoal é relegada a segundo plano num mercado de trabalho cada vez mais intransigente.
A habitação, por sua vez, transformou‑se num luxo. As rendas incomportáveis e os créditos inacessíveis empurram muitos jovens para a casa dos pais ou para soluções temporárias que implicam adiar projetos de vida.
Hoje, ser jovem e trabalhador…
…é resistir
… é lutar contra medidas que promovem a precariedade
…é continuar a exigir condições dignas para viver.