XIª Convenção Regional do Bloco reelege Dina Letra como Coordenadora e Francisco Pinto como responsável pela Juventude

José Manuel Pureza encerrou a XI Convenção Regional do Bloco de Esquerda Madeira com um discurso centrado na crítica ao modelo económico regional, que considerou assente no turismo, em salários baixos e no aumento do custo da habitação. O coordenador nacional do BE afirmou que a Madeira está a ser empobrecida por uma elite económica e política, defendendo uma resposta mais forte do partido nas ruas, nos locais de trabalho e nas instituições. Considerou que a crise da habitação e o aumento do custo de vida resultam de opções políticas deliberadas, apontando os benefícios fiscais, a falta de regulação do alojamento local e a concentração de riqueza como fatores que agravam as dificuldades das famílias

Dina Letra foi reeleita coordenadora regional do Bloco de Esquerda na Madeira e, na sua intervenção na XI Convenção Regional, afirmou que a Região “não é uma periferia da República”, defendendo que os problemas de quem vive e trabalha na Madeira devem assumir centralidade na ação política do partido.

A dirigente criticou o governo regional liderado por Miguel Albuquerque, acusando-o de favorecer interesses das elites e de transformar o crescimento económico em desigualdade. Apontou a inflação elevada, o aumento do custo do cabaz alimentar e o risco de pobreza como sinais claros do empobrecimento da população. Sublinhou ainda que a riqueza gerada na Região não se traduz em melhores salários, habitação acessível ou serviços públicos mais robustos.

Na mesma intervenção, Dina Letra criticou o modelo de mobilidade, que considerou penalizador para os madeirenses, e denunciou problemas no Serviço Regional de Saúde, referindo situações de idosos em macas improvisadas e falta de meios nas urgências. Acrescentou que o investimento público tem sido direcionado para projetos de luxo e imobiliário especulativo, em detrimento de áreas essenciais como a habitação e a saúde.

A coordenadora reeleita defendeu maior justiça fiscal, o fim dos benefícios às grandes fortunas e o reforço dos salários, pensões e serviços públicos. Concluiu apelando à mobilização da esquerda para garantir “uma vida digna” na Madeira, reafirmando uma autonomia ao serviço de quem vive e trabalha na Região.

José Manuel Pureza critica modelo económico e apela à mobilização política

José Manuel Pureza encerrou a XI Convenção Regional do Bloco de Esquerda Madeira com um discurso centrado na crítica ao modelo económico regional, que considerou assente no turismo, em salários baixos e no aumento do custo da habitação.

O coordenador nacional do BE afirmou que a Madeira está a ser empobrecida por uma elite económica e política, defendendo uma resposta mais forte do partido nas ruas, nos locais de trabalho e nas instituições. Considerou que a crise da habitação e o aumento do custo de vida resultam de opções políticas deliberadas, apontando os benefícios fiscais, a falta de regulação do alojamento local e a concentração de riqueza como fatores que agravam as dificuldades das famílias.

Durante a intervenção, insistiu na necessidade de limitar as rendas, mobilizar edifícios públicos devolutos e combater os lucros extraordinários de grandes grupos económicos. Acusou ainda o Governo Regional de proteger interesses instalados e de utilizar a autonomia como “biombo” para ocultar práticas de favorecimento, referindo também casos recentes de corrupção na Região.

José Manuel Pureza defendeu igualmente mais transparência e melhores respostas para mulheres, pessoas LGBT e jovens madeirenses, associando estes últimos a fenómenos como a emigração e a precariedade. Na parte final, ligou a realidade regional à contestação ao pacote laboral do Governo, que classificou como um ataque aos direitos dos trabalhadores e à democracia. Garantiu que o partido sai da convenção “mais determinado” para os desafios políticos e sociais que se seguem, reafirmando o compromisso com “uma Madeira de todos”.

Francisco Pinto destaca precariedade jovem e apela à participação cívica

A intervenção de Francisco Pinto, recém-eleito coordenador da juventude do BE Madeira, marcou o encerramento da convenção com um discurso focado na mobilização da juventude e na crítica à situação social na Região.

O jovem dirigente afirmou que a juventude madeirense “merece muito mais” do que aquilo que tem recebido e garantiu que o partido não se deixará condicionar por resultados eleitorais. Colocou a precariedade jovem no centro das preocupações políticas, denunciando contratos precários, falsos recibos verdes e estágios não remunerados.

Francisco Pinto alertou também para a crise da habitação, que considerou dominada pela especulação imobiliária e por um mercado de luxo que exclui quem vive e trabalha na Madeira. Defendeu uma maior presença política dos jovens nas escolas, na Universidade da Madeira e nos espaços de debate público, sublinhando o papel da educação como motor de mobilidade social.

A saúde mental e a justiça climática foram igualmente destacadas, num apelo à organização e participação cívica. O dirigente definiu a juventude bloquista como “feminista, antirracista, ecologista e libertária” e afirmou que a autonomia regional só faz sentido se estiver ao serviço das pessoas e das novas gerações. No final, deixou um apelo direto à ação: “Organizem-se, participem, façam ouvir a vossa voz”.