“Direitos iguais” marca ação do Bloco de Esquerda no Funchal

Militantes e dirigentes do Bloco de Esquerda Madeira estiveram, na manhã deste sábado, no centro do Funchal, em contacto com a população, distribuindo um manifesto alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que se assinala amanhã, 8 de março.

A iniciativa teve como objetivo sensibilizar para a necessidade de continuar a lutar pela igualdade de direitos entre mulheres e homens, bem como denunciar situações de discriminação e violência que ainda persistem na sociedade.

Sob o lema “Nem menos, nem mais, direitos iguais”, o manifesto distribuído pelos bloquistas sublinha que a comemoração da data não deve limitar-se a gestos simbólicos. “Não queremos flores para fazer esquecer as discriminações e desigualdades sociais e laborais”, refere o documento, acrescentando que o dia deve servir para exigir justiça e para recordar a necessidade de “condenar todo o tipo de violência contra a mulher”.

O Bloco defende também a importância de promover ações concretas que contribuam para a conquista de direitos iguais para todas as pessoas.

Entre os princípios destacados pelo partido estão a igualdade de género, o direito de cada pessoa tomar decisões sobre o seu próprio corpo, a proteção efetiva das vítimas de violência e o direito a amar quem se quiser.

No documento, os bloquistas afirmam ainda que o feminismo não é uma causa exclusiva das mulheres, mas sim de todos os que defendem a igualdade de direitos. “Ser feminista não é uma escolha exclusiva da mulher. É de quem defende direitos iguais para toda a gente”, lê-se no texto.

O manifesto sustenta também que “só o machismo oprime, domina e mata mulheres” e reforça a mensagem de que todas as mulheres devem poder viver sem medo e com plena liberdade.

A mensagem final sintetiza o espírito da campanha: “Temos o direito a viver sem medo. O lugar da mulher é onde ela quiser.”

A ação de rua decorreu num ambiente de contacto direto com os cidadãos, com os ativistas do Bloco de Esquerda a aproveitarem a ocasião para dialogar com quem passava sobre os desafios que ainda persistem na promoção da igualdade de género.