PAULO MARTINS
Implacavelmente, todo um conjunto de acontecimentos têm vindo a pôr a nu o estado do regime autonómico, há 34 anos sempre governado pelo PSD/M em sucessivas maiorias absolutas.
O Poder instalado está incapaz de lidar com as adversidades - é incapaz de admitir que errou, de admitir que não tem toda a capacidade de resposta e mais grave do que isso tenta sempre atirar para inimigos ocultos ou citados aquilo que é causado pela Natureza e ampliado por erros nas obras humanas.
No que se refere ao grande temporal de 20 de Fevereiro que causou grande número de vítimas humanas, que teve uma pronta resposta em meios humanos e materiais, este poder autista atirou as culpas para as obras do Rei D. Manuel mas não reconheceu que muitas obras de ocupação e estreitamento do leito de cursos de àgua levaram à ampliação da catástrofe e hoje vê-se porquê - para continuar a fazer mais do mesmo, em vários pontos de grave cheia, com consequências graves em caso de futuro grande temporal!





É uma clara manifestação de disponibilidade para discutir a proposta de plataforma democrática sugerida pelo líder do PS-Madeira a todos os partidos. A
Roberto Almada considerou que a convergência política dos partidos da oposição, uma ideia defendida pelo Partido Socialista, na Festa da Liberdade, “mais não é do que o plágio de uma proposta que o Bloco de Esquerda tem lançado ao longo dos últimos anos”. O dirigente recordou que em 2005, no encerramento da IV Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, defenderam “um entendimento das forças de esquerda, no sentido de construir uma alternativa política ao PSD”. Uma ideia que na altura não recebeu a aprovação de nenhum partido regional. E as “negas” à convergência política continuaram em outras oportunidades, observou Roberto Almada, dando como exemplo a proposta para a criação do ‘Fórum das Forças Democráticas de Esquerda’, avançada pelo então líder do BE, Paulo Martins. Em resumo, constatou, as propostas dos bloquistas madeirenses para “enfraquecer o PSD e o jardinismo” nunca tiveram efeito junto dos partidos da oposição, obtendo apenas “um silêncio ensurdecedor”. Todavia, apesar das negas já recebidas, o dirigente não rejeitou a proposta actual de convergência política do PS. Uma ideia, aliás, há muito pretendida pelos bloquistas.Roberto Almada acrescentou apenas que é preciso saber em que pressupostos assenta a convergência. “Estamos disponíveis para conversar. Se chegaremos ou não a um entendimento depende das negociações e, em grande parte, da postura que o Partido Socialista tiver no processo”.





