 O Coordenador Regional do Bloco de Esquerda da Madeira, Roberto Almada, criticou ontem o "silêncio ensurdecedor" do Presidente da República em relação à situação vivida nos últimos dias na Assembleia Legislativa da Madeira. "Os órgãos de soberania não tomaram as devidas medidas para o normal funcionamento das instituições democráticas da Região", disse Roberto Almada, no final de uma reunião do Secretariado Executivo do BE/Madeira. "O Presidente da República mostrou um silêncio ensurdecedor face a tudo o que se passou apenas intervindo por interposta pessoa para dirimir a questão", disse o "bloquista", aludindo ao papel do Representante da República para a Região, Monteiro Diniz, na questão que opôs um deputado da oposição à maioria social-democrata do parlamento madeirense. "Ficou bem evidente esta semana que há que democratizar a Autonomia da Madeira e exigir das maiorias respeito pelas minorias e pelas oposições, que também foram legitimadas pelo voto popular", disse. O BE/M repudiou ainda o "incitamento à violência feito pelo presidente do Governo Regional, quando este instou a população a 'tratar' da oposição".
|
|
Ler mais...
|
|
 O BE quer 'exaltar Abril e desmistificar Novembro'. É com esse objectivo que organiza no próximo domingo uma conferência com dois conhecidos capitães de Abril: Mário Tomé e Duran Clemente. Roberto Almada apela a uma participação generalizada, até como forma de enriquecer o debate. Mesmo com essa abertura, Almada não deixa de entender que o 25 de Novembro foi uma acção antidemocrática, protagonizada por elementos do antigo regime que pretendiam acomodar-se na sociedade, sem julgamento. Apesar da perspectiva, Almada diz não ter a pretensão de ser dono da razão e admite como possíveis visões contrárias. O dirigente do BE considera de grande importância o debate, numa altura em que "as conquistas de Abril estão ameaçadas" na Região.
|
|
Ler mais...
|
|
 "Jaime Ramos e Miguel Mendonça (Presidente da Assembleia da Madeira) são peões de Jardim". É a visão de Paulo Martins, no rescaldo dos últimos acontecimentos vividos no Parlamento Regional que envolveram a suspensão do deputado do PND, José Manuel Coelho. O ex-deputado e ex-coordenador regional do Bloco de Esquerda faz ainda o alerta: “A Assembleia está seriamente enfraquecida”. Clique aqui para ler a entrevista de Paulo Martins ao Diário Cidade.
|
|
 No dia em que voltaram os plenários à Assembleia Legislativa da Madeira, o Deputado do BE, na sua declaração política, afirmou que "a descredibilização da Assembleia, em consequência de todos estes episódios e decisões inconstitucionais, que deveriam ter como consequência a demissão do próprio Presidente, servem apenas a quem há muito colocou em prática um plano destinado a fechar este Parlamento: o Presidente do Governo". O Deputado do Bloco de Esquerda denunciou que Alberto João Jardim para quem a Assembleia "sempre foi um estorvo, e à qual nunca prestou contas, traçou um plano meticuloso destinado a descredibilizar o próprio Parlamento, colocando na Presidência uma pessoa que é um autêntico peão nas suas mãos e apenas um instrumento nas mãos do líder parlamentar do PSD, esse sim, o verdadeiro feitor e capataz do senhor todo-poderoso da Quinta Vigia. Esta estratégia de aniquilamento do parlamentarismo, nesta Região Autónoma, é complementada com atitudes de desinformação e de intoxicação da opinião pública, sobretudo a menos esclarecida sobre a importância da Assembleia, com o objectivo de tentar fazer crer que os Deputados não são necessários e que ele, o Sr. Governo, é que é imprescindível à Região". O Deputado bloquista concluiu que "este caminho perigoso coloca em causa a sobrevivência do próprio regime democrático porquanto questiona a utilidade da existência de um órgão onde as oposições estão representadas e ainda podem intervir, apesar dos condicionamentos antidemocraticamente impostos pela maioria.Contribuir para menorizar e descredibilizar o Parlamento, como faz o PSD, é fazer a vontade aos que pretendem governar de forma déspota e arbitrária esmagando os direitos das oposições legitimamente eleitas pelos madeirenses". Leia aqui na íntegra, em formato pdf, a Declaração Política do Deputado do Bloco na Assembleia da Madeira.
|
|
 O dirigente e deputado do BE-M Roberto Almada quer a Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) a comemorar solenemente o 25 de Abril de 1974, de forma a ultrapassar o actual período "negro" do parlamento madeirense. Roberto Almada anunciou hoje que o BE-M apresentou na ALM uma projecto de resolução que institui a realização de uma sessão comemorativa do 25 de Abril, "numa altura em que as comemorações da conquista da liberdade e da democracia se encontram arredadas e suspensas deste parlamento". "O BE-M entende que chegou a altura de reflectir sobre todos estes episódios lamentáveis para a democracia na Região Autónoma da Madeira e de, numa perspectiva de ressuscitar a democracia e a liberdade nesta terra, todos os partidos darem um sinal de que o regime democrático na Madeira, embora praticamente inexistente, poderá voltar a germinar", disse o deputado bloquista. Para este dirigente, esse seria o sinal necessário para "dar o golpe de misericórdia na prepotência, nos tiques fascizantes da maioria que suporta o governo que oprime a democracia e aprisiona a autonomia regional, é a de aprovar a realização de uma sessão solene comemorativa do 25 de Abril neste parlamento".
|
|
Ler mais...
|
|
|
O BE voltou ontem a insistir na necessidade de construir na Região uma comunidade terapêutica com centros de atendimento para os toxicodependentes. Tudo porque, referiu Roberto Almada, em Santo António, é necessário encarar “a toxicodependência como um problema de saúde pública”. “Em alguns bairros e aglomerados populacionais a toxicodependência atinge muitas famílias e é preciso que o Governo Regional tenha outra postura relativamente ao problema da dependência de drogas”, alertou. Tendo em conta a gravidade da situação, o deputado do BE lamentou o facto de os social-democratas limitarem-se a aprovar uma legislação “que volta a criminalizar” os que consumem estupefacientes. “Os toxicodependentes não precisam de ser condenados a penas de prisão, os toxicodependentes precisam de ser tratados e é essa a perspectiva que tem de ser dada às pessoas”, defendeu, acrescentando que são os traficantes que têm de ser judicialmente condenáveis.
|
|
Ler mais...
|
|
|